A cada quinze (15) segundos, uma mulher é vítima de violência, no Brasil. Em setenta por cento (70%) dos casos, o agressor é o próprio marido.
Em Nova Delhi, Índia, a cada 12 horas uma mulher morre queimada pelo marido, que depois denuncia o fato como acidente.
No tempo de Cristo o episódio de Maria Madalena, onde os homens queriam apedrejá-la, nos mostra uma forma de violência contra a mulher.
Costuma-se dizer brincando: “Tapas de amor não doem”. Costumamos rir desse tipo de brincadeiras, entretanto, a realidade é que para milhões de mulheres essas palavras não são motivo de riso; ao contrário são parte de um drama que ocasiona muita dor, incerteza e um constante comprometimento de seu desenvolvimento como pessoa.
Mensagem bíblica - Efésio 5 : 28
“ Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo”.
Violência contra a mulher, foi expressão cunhada pelo movimento social feminista há pouco mais de vinte anos. A expressão refere-se a situações tão diversas como a violência física, psicológica e sexual cometida por parceiros íntimos, o estupro, o assédio sexual no local de trabalho, o tráfico de mulheres, o turismo sexual, a violência étnica e racial, a mutilação genital feminina.
A violência é cometida por pessoas íntimas, que envolve: também filhos, pais, sogros e outros parentes ou pessoas que vivam na mesma casa a que chamaríamos de violência doméstica - está profundamente arraigada na vida social, sendo percebida como situação normal.
No Brasil, desde os primeiros anos da década de 80, surge um ativo movimento feminista que tem duas principais bandeiras: a violência e a saúde da mulher. Nesta época, o assassinato de algumas mulheres de classe média por seus maridos ou ex-maridos é acompanhada de intensa mobilização para evitar a absolvição dos criminosos com base nos argumentos de legítima defesa da honra e caráter passional do crime, como era comum ocorrer então.
Enunciado o problema da violência conjugal, o que era uma situação comum mantida em segredo no mundo privado, passa a ganhar o espaço público e exigir soluções. A partir daí, várias iniciativas de apoio às mulheres são organizadas por grupos feministas em diversas cidades do país, como os SOS-Mulher em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Estes serviços, mantidos voluntariamente por feministas, tiveram dificuldades e precariedades, mas seu objetivo foi cumprido: a violência contra a mulher, na sua forma mais conhecida, a violência conjugal, era agora uma questão pública.
Em 1983 é criado o Conselho Estadual da Condição Feminina, em São Paulo; em 1985 é criado o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e a primeira Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), também no Estado de São Paulo. A instituição das DDMs permitiu que delegacias especiais para crimes contra a mulher, com funcionárias exclusivamente mulheres e devidamente treinadas, fossem implantadas, dando enorme visibilidade ao problema.
O Brasil foi o primeiro país no mundo a propor este tipo de intervenção. Hoje em dia, já são mais de 100 DDMs só no Estado de São Paulo, mais de 180 em todo o país e inúmeras delegacias do mesmo tipo em diversos países da América Latina.
Espaços da Violência Contra a Mulher
A violência contra a mulher ocorre em dois espaços diferentes: a casa, seja ela da vítima ou do agressor, e a rua, compreendendo-se aí o local de trabalho, de estudo, de lazer, etc. O social vê a casa como um lugar seguro. Contudo, para a maior parte das mulheres que sofrem ou sofreram algum tipo de violência de gênero, a casa é o lugar mais perigoso.
As formas típicas de violência doméstica contra a mulher são:
Física: empurrar, bater, atirar objetos, sacudir, esbofetear, espancar, estrangular, chutar, usar ou ameaçar usar arma de fogo ou arma branca (faca, tesoura).
Psicológica: ameaçar, culpar, intimidar, xingar, humilhar, isolar dos amigos e parentes, controlar, reter e confiscar o dinheiro, destruir os objetos e documentos, fazer a pessoa se sentir mal consigo mesma (culpada, incapaz, feia, louca, etc.), provocar confusão mental, usar os filhos para chantagear, coagir (forçar), etc. Pode ser entendida também como violência emocional ou verbal.
Sexual: forçar (com ou sem violência) o sexo em momento ou situação indesejada, forçar a pessoa a praticar atos que lhe desagradam.
Fatores de Risco
Entre eles, podemos destacar:
Culturais: naturalização da violência, preconceito, aprovação da violência, reprodução de comportamentos violentos aprendidos e sancionados culturalmente, veiculação de imagem degradante das vítimas.
Sociais: abuso de álcool e de outras drogas, estresse, exclusão social, conivência da polícia, justiça e outras instituições públicas e privadas, ausência de políticas específicas, despreparo dos profissionais.
Psicológicas: neuroses e psicoses específicas, conflito no relacionamento conjugal, desequilíbrio de poder na relação conjugal.
Possíveis Conseqüências da VCM
No âmbito doméstico, estas possíveis conseqüências são:
# Morte
# Seqüelas Psíquicas: estresse pós-traumático, caracterizado pela destruição da auto-estima, apatia, depressão, ansiedade, isolamento, distúrbios sexuais, distúrbios do sono e pânico.
#Seqüelas Físicas: lesões leves e/ou graves, cicatrizes deformantes, mutilações e doenças crônicas.
No âmbito extra-familiar, as possíveis conseqüências de violência são:
# Seqüelas Físicas: contaminação por DST/HIV, doenças ginecológicas variadas e gravidez indesejada.
# Rejeição familiar e/ou social
# Humilhação e constrangimento no curso dos procedimentos policiais/legais
# Prejuízos profissionais.
Outras Formas de Violência Contra a Mulher
Alguns casos de discriminação em que a vida da mulher é posta em risco são:
# Antes do Nascimento: escolha de fetos masculinos e descarte de fetos femininos.
# Durante a Infância: a Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que em muitos países as meninas
são menos alimentadas, amamentadas por períodos mais curtos, levadas ao médico menos vezes ou
morrem vítimas de danos físicos e mentais causados por desnutrição em percentagens mais altas que os
meninos.
# Na Idade Adulta: a negação do direito ao controle de seu próprio corpo e da reprodução ameaça a vida
das mulheres, especialmente em situações de pobreza e onde os serviços de saúde são precários. Na
América Latina, Brasil incluído, as complicações relacionadas a abortos ilegais são a causa principal de
mortalidade entre mulheres de 15 a 39 anos.
# incesto: O incesto é uma situação que não demanda maiores explicações. Consiste na existência de relações sexuais, forçadas ou não, entre pessoas de parentesco próximo, ou parentesco considerado incestuoso. Os casos mais comuns de incesto ocorrem entre pais e filhas e irmãos. Deve-se ter em mente que é comum também que outros familiares mantenham relações forçadas com mulheres, como tios, primos e padrastos.
# mutilação sexual e circuncisão feminina: A mutilação sexual feminina e a circuncisão feminina são formas de controle da sexualidade das mulheres. Na circuncisão, por exemplo, o clitóris é extirpado numa cerimônia especial, freqüentemente sem cuidados médicos e higiênicos adequados, o que vem levando muitas mulheres à morte nos países onde é praticado.
# escravidão sexual e tráfico de mulheres: A escravidão sexual feminina é uma triste realidade, muitas vezes invisível. Embora a escravidão tenha sido abolida no planeta, muitas mulheres ainda vivem como escravas sexuais, sobretudo na condição de prostitutas em bordéis onde permanecem trancadas, sem direito algum, algumas vezes até mesmo acorrentadas às suas camas e obrigadas a trabalhar. Este é um problema intimamente associado ao tráfico de mulheres.
# casamento forçado: O casamento forçado é uma realidade sobretudo em culturas asiáticas. Não é o mesmo que casamento arranjado. Define-se casamento forçado como um contrato sem o consentimento livre e válido de uma ou ambas as partes. O casamento se torna forçado quando há pressão, física ou emocional, para se casar sem consentimento livre e válido. É considerada uma forma de violência doméstica. O Grupo de Trabalho das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão considerou o casamento forçado como uma forma moderna de escravidão.
Causas e fatores
O ciúme desponta como a principal causa aparente da violência, assim como o alcoolismo ou estar alcoolizado no momento da agressão.
Pedido de ajuda
Em quase
todos os casos de violência, mais da metade das mulheres não pede ajuda.
Somente em casos considerados mais graves como ameaças com armas de fogo e
espancamento com marcas, cortes ou fraturas, pouco mais da metade das vítimas.
“ Não tenhas inveja do homem violento, nem escolhas nenhum de seus caminhos”.
Minha homenagem as mulheres chinesas que só podem ter um filho, onde elas só tem duas escolhas: ou pagar impostos altíssimos ao governo para poderem ficar com seus bebês e quando é do sexo feminino é mais alto ainda, ou jogá-los ao lixo, na rua para morrer de fome, sede e frio.
Quando são abrigados em orfanatos, isso se forem aceitos, só tem direito a uma refeição por dia. Muitos morrem de desnutrição.
E a nova agora é que eles estão colocando os fetos para fazerem parte de sua culinária que já é muito exótica por sinal. Loucura humana.
Que todos tenham a conscientização que não devemos praticar nenhum tipo de violência contra a mulher e a ninguém. Amém.
Sindicação
12/11/2009 @ 04:23:35
por Miriã
Olá tudo bem...espero que sim...Um amigo ...
22/01/2009 @ 23:40:13
por sandra
Obrigada por suas palavras tão carinhosas, ...
02/01/2009 @ 00:07:35
por sandra
OBRIGADA QUERIDA SANDRA. DESEJO EM DOBRO ...
19/12/2008 @ 18:44:48
por Eliane Inácio P. Passos
SIM MEU BEM, EU TAMBÉM. OBRIGADA ...
26/10/2008 @ 01:00:52
por Eliane Inácio P. Passos