Sobre o direito de surtar
Toda mulher tem o direito de surtar. Dar piti. Jogar umas coisas no chão e chorar. De preferência em casa, pra não ameaçar o patrimônio público, mas às vezes também acontece na rua, fazer o quê?
É simples: as mulheres são seres cíclicos, com altos e baixos hormonais. Tem Tensão Pré-Menstrual, Tensão Menstrual, Tensão Pós-Menstrual. A culpa é toda dos hormônios. Não podemos controlá-los. Então, desculpe - nos, temos o direito. Até porque o ato de surtar pode trazer grandes benefícios quando usado com moderação e até prevenir doenças como câncer, úlcera, estresse e tédio profundo. É por isso que as mulheres têm a vida mais longa que os homens. Eles ("eles" quase todos) guardam tudo, acham que surtar é coisa de mulher, por isso morrem mais cedo.
Todo mundo deveria extravasar de tempos em tempos para evitar maiores danos à saúde.
Imaginem um dia infeliz tipo: aqueles dias frios e chuvosos em que você pisa de meia no chão molhado, ou em que o miojo cai todo na pia quando você vai tentar dar aquela escorridinha, ou em que você passa horas no trânsito sem bateria no iPod, ou em que os pagamentos não entram - mas as contas sim -, ou em que ninguém te escuta, ou em que o gato ou o cachorro faz xixi no tapete da sala pela décima vez, ou em que a internet não funciona, ou a calça não entra mais, ou em que você não acerta o delineador e borra a cara inteira, e para completar o dia infeliz o namorado ou noivo liga terminando tudo, tudo.
O que mais pode uma dama fazer a não ser jogar tudo pra cima e chorar lágrimas incontidas de tristeza até secar? Depois passa e você se sente melhor, livre das toxinas das lágrimas e aliviada por não ter engolido todas aquelas coisas ruins, pronta para sair para a vida com os cabelos esvoaçantes, a alma leve e a pele viçosa.
Surte, mas surte direito. Só quando precisar”.
Isso se chama mulher.
Débora – Profetisa e juíza em Israel - Juízes 4: 4 e 5.
Susana – servia a Jesus com seus bens: Lucas 8:3
Classifiquei essas mulheres como modernas para época delas.
Para começarmos a entender a modernidade da mulher, primeiro vamos fazer uma viagem na história, mais precisamente, aqui no Brasil. Na verdade a modernidade começa na Europa.
Um ditado português, em voga no século retrasado, no século XIX, dizia o seguinte:
”a mulher só deveria sair de casa três vezes: a batizar, a casar e a enterrar”.
Aos nossos ouvidos soa muito mal, não é mesmo.
Algumas mulheres moderninhas para época, trouxeram consigo a vulgaridade.
A utilização da mulher como objeto erótico apareceu no Brasil desde a colonização, com a chegada dos negros aos campos de trabalho dos fazendeiros, muitas negras eram obrigadas a ser as amas de seus patrões em troca da liberação do trabalho na lavoura e gerar filhos para aumentar a mão-de-obra.
Enquanto isso, as “senhoras de engenho”, que eram obrigadas a se casar por interesse de suas famílias, não se sentiam felizes no casamento e acabavam por se envolver sexualmente com os negros ou peões da fazenda.
Em geral, no Brasil pouco se cuidava da educação feminina. A escolaridade iniciava-se aos sete ou oito anos e aos quatorze ou quinze anos, as meninas eram retiradas da escola porque o casamento já esperava por elas. Alguns pais mais instruídos deixavam suas filhas na escola pelo menos até aos dezoito anos.
Dois fatos históricos que contribuíram para a modernidade da mulher.
A revolução industrial - foi o grande apogeu para a mulher. Incorporou-se assim o trabalho da mulher no mundo da fábrica, A mulher foi incorporada subalternamente ao trabalho fabril. Nas fases de crise substituía-se o trabalho masculino pelo trabalho da mulher, porque o trabalho da mulher era mais barato. As lutas entre homens e mulheres trabalhadoras estão presentes em todo o processo da revolução industrial. Os homens substituídos pelas mulheres na produção fabril acusavam-nas de roubarem seus postos de trabalho.
Anos 60 - com o surgimento da pílula anti – concepcional, a mulher passou a usufruir maior liberdade, tanto nos comportamentos como nas atitudes: algumas já fumavam em público, outras ousavam trajar-se de calças compridas, além daquelas que começaram a usar minissaias (quatro centímetros acima dos joelhos).
Na sociedade capitalista as mulheres eram vistas como menos capazes que os homens. As mulheres que assumiram o movimento feminista foram vistas como "mal amadas" e discriminadas pelos homens e também pelas mulheres que aceitavam o seu papel de submissas na sociedade patriarcal.
Ao ser incorporada ao mundo do trabalho fabril a mulher passou a ter uma dupla jornada de trabalho. A ela cabia cuidar da prole, dos afazeres domésticos. A dificuldade de cuidar da prole levou as mulheres a reivindicarem por escolas, creches e pelo direito da maternidade.
O aparecimento do movimento de contracultura, desencadeado pela geração pós-guerra (década de 60), que proclamou o nascimento do movimento hippie, onde se repudiava qualquer tipo de repressão e se preconizava que qualquer expressão de liberdade e, entre elas, a sexualidade, deveria ser respeitada.
A vida da mulher se transformou muito de 50 anos para cá. Se na década de 40 e 50 ela cuidava dos filhos e da casa somente, da década de 60 até hoje a mulher faz tudo isso e ainda trabalha fora, ganha seu próprio dinheiro, tendo em suas mãos o poder de consumo. Com isso, suas roupas mudaram também.
As mulheres usavam saias longas até 1910. Com a Primeira Guerra Mundial, fez-se com que todo material fosse economizado, então as saias tornaram-se mais curtas e flexíveis. Em 1930, as saias tornaram-se mais largas para ficarem mais curtas novamente com o advento da Segunda Guerra Mundial, que além disso obrigou as pessoas a escolherem roupas melhores para andar de bicicleta, uma vez que o racionamento de gasolina diminuiu a quantidade de automóveis em circulação, e assim o short e a saia-calça ganharam espaço. Nesta década também fora inventado o sutiã. Na década de 1940, calças ficaram populares entre as mulheres em estilo militar. Na década de 1950, por sua vez, os jeans passaram a ser cada vez mais usados por adolescentes. Ambos, jeans e camisas, criadas nos Estados Unidos, popularizaram-se mundialmente desde então. A mídia passou a criar novas tendências a partir da década de 1950, com a popularização da televisão e do cinema. A camisola foi uma roupa criada pela mídia. A minissaia foi criada na década de 1960, e roupas esportivas tornaram-se populares na 1980.
Hoje a mulher quer ser vista na mídia como ela é, uma mulher eficiente no trabalho, inteligente ao mesmo tempo em que é sensual, amante, esposa, mãe, enfim, uma guerreira capaz de vencer qualquer obstáculo sem medo.
Em um artigo escrito no livro Representação do Feminino afirma: “a mulher só obterá sucesso profissional se for bonita e perfeita, de acordo com os padrões estabelecidos pela mídia”.
Isso quer dizer que a beleza física passa a ser condição para que ela cresça profissionalmente; esse ideal de beleza deixa a mulher insegura e menos valorizada.
Participar de um mundo totalmente globalizado precisou romper tabus e agir com rapidez, passando a ser a mulher de vontade própria, de ação, na busca constante da liberdade de expressão, e ingressou com dignidade e força nas áreas de domínio público, na política, na economia, nas letras, nas artes, nas faculdades, nas empresas, nos meios de comunicação de massa, entre outras.
A mulher aos 40 anos ou mais voltou a estudar, fez carreira depois de educar seus filhos e em muitos casos tornou-se uma profissional madura, motivada, abrindo caminhos para outras mais jovens.
Hoje, praticamente com situações de igualdade, ou até mesmo superior às dos homens, a mulher aprendeu a dominar desde as tarefas da casa, de mãe, na profissão e na política, pelo fato de não ter medo da luta, ultrapassa desafios a cada dia piores, mas não esmorece, por causa de grandes ou pequenos obstáculos que tentam desanimá-la.
A publicidade diminuiu razoavelmente a imagem da mulher “Amélia” e os anúncios veiculam muito mais a figura da mulher desafiadora de obstáculos. Infelizmente, o que está sobressaindo em anúncios é a mulher sensual, é a exploração do erotismo feminino. Falta exaltar os outros aspectos da mulher: a profissional competente, a empreendedora, a provedora do lar, a profissional liberal, a executiva, juntamente com o papel de mãe.
Apesar de tantas dificuldades as mulheres conquistaram um espaço de respeito dentro da sociedade. O homem ainda atribui à mulher a dupla jornada, já que o lar é sua responsabilidade, mas muitos valores sobre as mulheres já estão mudando.
O homem também está em conflito com o papel que foi construído socialmente para ele, hoje ser homem não é nada fácil, pois as mulheres passaram a exigir dele um novo comportamento que ele ainda está construindo ou seja: o autoritarismo masculino diminuiu, surgindo, então, um novo homem na sociedade, aquele homem equilibrado, que mantém sua masculinidade, mas demonstra sensibilidade. E a mulher passou a assumir novas funções, dividindo as responsabilidades com o homem, tanto profissionais quanto familiares, sem perder sua feminilidade.
Com isso, a modernidade está expondo as mulheres a endometriose, dizem os especialistas.
O que é endometriose?
Doença que causa Dor e Infertilidade
Endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero.
No Brasil, cerca de 15% da população feminina em atividade reprodutiva é vítima da doença.
Entre os sintomas da doença estão: fortes cólicas menstruais, infertilidade, dores durante a relação sexual e alteração urinária durante a menstruação. Os indícios podem ser descobertos durante diagnóstico clínico ou a partir de exames de imagem, como ultra-som e ressonância magnética.
Mas por que a doença tem atingido tanto as mulheres modernas? Segundo o Presidente da Sociedade Brasileira de Endometriose, Maurício Abrão, uma das grandes causas é o fato das mulheres menstruarem mais.
A mulher moderna tem menos filhos, o que a faz menstruar mais. Isso gera mais possibilidades do sangue voltar às cavidades uterinas e acentuar os riscos de endometriose.
” A mulher moderna menstrua mais, o que acentua os riscos de endometriose (Maurício Abrão) “
” Pílulas combinadas são alternativas terapêuticas no tratamento da endometriose (Maurício Abrão) “
De toda forma, a mulher, deve fazer visitas periódicas ao ginecologista e estar atenta ao quadro de sintomas que pode se manifestar, principalmente no período menstrual.
Este é mais um dos problemas que as mulheres estão enfrentando na modernidade, infelizmente.
Para finalizar: Vamos pensar em alguns aspectos dessa modernidade feminina e os problemas acarretados.
# Deixando o trabalho caseiro pelo trabalho profissional, fora de casa, valeu à pena?
O estresse, o cansaço físico, a falta de paciência com os filhos e o esposo, a jornada dupla, trabalhar em alguma empresa e depois chegar em casa lavar, passar, cozinhar, varrer, tirar o pó, lavar o banheiro, etc, etc, etc.
A pesquisa informa que muitos casamentos terminam e muitos filhos estão no mundo das drogas e engravidando cedo demais as meninas ou se prostituindo por se sentirem sozinhos, sem a atenção, e sem o diálogo da mulher mãe e o esposo sem o carinho e paciência da mulher esposa.
# As vestimentas mudaram com a modernidade, e deixaram as mulheres mais sensuais e com isso os estupros cada vez mais audaciosos. As calças apertadas, trouxeram os problemas de varizes juntamente com os sapatos altos.
# Pela geração pós-guerra (décadas de 60), que proclamou o nascimento do movimento hippie, vieram o uso do cigarro, o uso do álcool, as drogas, a liberdade sexual com o uso dos anticoncepcionais, e junto os cânceres, doenças sexuais, as loucuras que as drogas levam as pessoas cometerem chegando até a morte.
# O mundo ditou o seu padrão de beleza exterior, onde levam muitas mulheres a sofrerem de depressões por se sentirem feias, gordas, e os regimes para emagrecimento levando muitas a morte por se sentirem fora de forma, o consumismo incessante em produtos de beleza e plásticas absurdas para se sentirem nos padrões de beleza mundana.
# A modernidade também nos trouxe mais menstruação, fortes cólicas menstruais, dores durante a relação sexual e alteração urinária durante a menstruação.
Observem se esses problemas da modernidade feminina estão atingindo nós mulheres hoje.
Provérbios 31: 29 e 30 “ Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas és superior. Enganosa é a graça e passageira a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada”.
Não se preocupem com as virtudes, nem com a graça, formosura, status e fama, mas sim em temer somente ao Senhor nosso Deus.
Que Deus possa nos abençoar e nos ajudar a compreender os seus propósitos para a nossa vida, principalmente a da mulher moderna. Amém.
Sindicação
12/11/2009 @ 04:23:35
por Miriã
Olá tudo bem...espero que sim...Um amigo ...
22/01/2009 @ 23:40:13
por sandra
Obrigada por suas palavras tão carinhosas, ...
02/01/2009 @ 00:07:35
por sandra
OBRIGADA QUERIDA SANDRA. DESEJO EM DOBRO ...
19/12/2008 @ 18:44:48
por Eliane Inácio P. Passos
SIM MEU BEM, EU TAMBÉM. OBRIGADA ...
26/10/2008 @ 01:00:52
por Eliane Inácio P. Passos